Mario Puzo reinventou a literatura de ação e trouxe para o campo das letras a emoção e as intrigas de um submundo recheado de gângsters e heróis de moral duvidosa. Antes de sua morte, em 2001, o mais fiel menestrel da cosa nostra - com romances imortalizados também pelo cinema, como O poderoso chefão - resolveu buscar as origens da máfia numa das principais famílias transgressoras da história italiana. Em OS BÓRGIAS, Puzo acompanha a trajetória do clã criminoso do século XV, uma família real, mas com traços de caráter dignos dos fictícios Corleones. Puzo demorou quinze anos para construir a trama dessa família, algumas vezes escorregadia, mas sempre maligna e extremamente política. A história começa com o Cardeal Rodrigo Bórgia se transformando no sumo pontífice da Igreja Católica, Carlos VI, ao manipular as eleições papais de 1492. Este se muda, então, para o Vaticano, acompanhado da amante e dos filhos: o simples e desprezado Jofre, o irascível e ciumento Juan, a bela e determinada Lucrécia - a mais famosa dos Bórgia - e o guerreiro César. Estes dois últimos envolvidos em uma relação incestuosa que escandalizou a sociedade da época. Determinado a estabelecer uma dinastia própria, Rodrigo controla sua prole com punho de aço e vontade de ferro. Nomeia o primogênito César - amigo pessoal de Maquiavel e o inspirador de seu Príncipe - como cardeal. Mas César tem sangue de soldado e anseia liderar o exército do Papa na conquista da Itália central. OS BÓRGIAS tem como fio condutor o apetite de Rodrigo por poder, riqueza e mulheres. Um apetite apenas rivalizado pelo amor doentio pela própria família. Rodrigo consolida seu poder em uma grande rede de alianças criminosas, que deu origem à grande família mafiosa imortalizada, séculos depois, pelo próprio Puzo. OS BÓRGIAS é um romance histórico empolgante, uma sinfonia repleta de notas dissonantes: amor e orgulho, traição, ódio e assassinato. Um retrato das origens do crime organizado que merece figurar entre os melhores da carreira de Mario Puzo. Mario Puzo nasceu em Nova Iorque, em 1920, filho de imigrantes italianos. O pai, ferroviário, abandonou a família quando ele tinha 12 anos. A mãe criou sozinha os sete filhos em uma favela novaiorquina barra-pesada, conhecida como A cozinha do inferno. Apesar das dificuldades, Mario Puzo jamais lembrou com amargura os tempos duros da infância. Em 1965, sem um tostão no bolso e entediado, Mario Puzo resolveu escrever um livro que lhe rendesse algum dinheiro. O resultado foi O poderoso chefão, que rapidamente chegou às listas dos mais vendidos em todo o mundo, foi desdobrado em três filmes e consolidou a carreira de Puzo como romancista e roteirista de cinema. Além de romancista, Puzo foi responsável por diversos roteiros para o cinema, incluindo Super homem e Super homem II e O poderoso chefão III. Ganhou Oscar pelas duas primeiras adaptações para o cinema de O poderoso chefão.
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