SINOPSE DO LIVRO EU HEI-DE AMAR UMA PEDRA

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Capa do livro Eu Hei-de Amar Uma Pedra por António Lobo Antunes
Autor
Gênero
ANO DE LANçAMENTO
2007
editora
Objetiva
ISBN
9788560281107
Formato
15 x 23,4 cm
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RESUMO DO LIVRO EU HEI-DE AMAR UMA PEDRA


Alfaguara lança novo romance de António Lobo Antunes, vencedor do Prêmio Camões 2007

Um homem examina antigas fotografias de família e se recorda do tempo passado. De quando era criança, de um primo de partida para os Estados Unidos, de um fotógrafo no estúdio a ajustá;-lo no colo da mãe, do farmacêutico pesando-o numa balança. Recorda-se, aos poucos, do que ocorreu desde então.

Mas há; outras lembranças mais profundas e dolorosas: um amor impossível, interrompido na juventude e restabelecido décadas mais tarde, quando o casal se reencontra casualmente na rua. Ele, já; na faixa dos 50 anos, havia se casado, tido duas filhas, mas não se esquecera daquela mulher. Os dois, então, voltam a se encontrar clandestinamente numa pensão de baixa reputação em Lisboa.

Em Eu Hei-de Amar uma Pedra, António Lobo Antunes apre-senta um texto radical e inovador, como poucas vezes se viu na literatura contemporânea. Numa história em que passado e presente se fundem, acontecimentos paralelos à vida do protagonista são narrados por personagens que giram em torno dele: suas duas filhas, sua mulher, a amante e um médico. Juntas, essas narrativas compõem uma visão multifacetada e rica dos acontecimentos, na qual passado e presente se fundem num constante fluxo de pensamento.

Na ocasião do lançamento de Eu Hei-de Amar uma Pedra, em 2004, Lobo Antunes falou ao jornal português Diá;rio de Notícias sobre o tema que permeia este romance: o amor.

Ele explicou que, embora o título Eu Hei-de Amar uma Pedra venha de uma cantiga popular, diz respeito também às impossibilidades do amor. "Não sei russo, mas quando dizem que Pushkin empregava a palavra carne e sentia-se o gosto da palavra carne na boca, isso tem a ver com as palavras que se põem antes e depois. É; a mesma coisa que amor. Os substantivos abstratos são perigosos", revela.

Sobre a fotografia, ponto de partida deste seu romance, Lobo Antunes diz que vive com ela numa relação conturbada. "Conheci pessoas rodeadas de fotografias antigas. Perguntava quem eram aquelas pessoas, diziam-me ser o trisavô, todas pessoas mortas. Eu pensava: como podem estar mortas se olham para mim desta maneira, como se me conhecessem? Tinha a sensação de que as pessoas daquelas fotografias me compreendiam melhor do que as vivas. Naquelas fotografias amarelas subsistia a vida, o olhar. Na capacidade de transmissão de emoções e vivências, a fotografia sempre me fascinou. Nunca tirei uma fotografia, falta-me esse talento".

 

Fonte: Editora Objetiva

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